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   Edición 85 / Septiembre - Diciembre del 2002

Opinión



Forja


Por el "Desarrollo Ambientalmente Sustentado"


"MEIO Ambiente" não existe
O Ambiente é um TODO e
Assim Deve Ser Tratado



Por Prof. José Moya (*)
forja@reacciun.ve

Venezuela


Há muito tempo que, na Ibero-América nos impuseram o vocábulo "meio ou médio ambiente" para traduzir "ENVIRONMENT" para o português e espanhol. Isto é um contra-senso e grave erro de gramática que encerra uma incongruência lingüística com deficiência de conteúdo; portanto, seguir usando tal vocábulo é afiançar este desvio idiomático e aumentar a confusão generalizada que predomina em toda instância social.


Em português ou espanhol, não se deve dizer nem escrever "meio ambiente" ou "medio ambiente" porque é uma redundância que media e desvirtua o conceito AMBIENTE. Isto se comprova ao unirmos tal vocábulo a outras palavras para fixar definições, dando lugar a frases gramaticalmente ambíguas e que não definem nada: educação meio ambiental, problema meio ambiental, impacto... etc, que já não se usam. Por que temos de aplicar "meio ambiente", se não é correto? A palavra "MEIO" identifica SUBSTRATO: solo, água, ar, que bem conjugadas com outras definem AMBIENTE.

Alguns justificam a vigência deste vocábulo, argumentando que: 1) organismo das Nações Unidas o adotaram em suas siglas: PNUMA, CNUMAD etc e afirmam que isto não é fácil de substituir; 2) em inglês, a palavra "environment" está arraigada; 3) "meio ambiente" define expressamente os assuntos naturais etc, etc. Estes argumentos são fracos, porque a denominação ou sigla dos organismo não definem a evolução idiomática e, ainda que o inglês prevaleça no mundo, não pode ser usado para cunhar palavras de outros idiomas.

A palavra ENVIRONMENT é mais aplicada, ainda que AMBIENT tem tradução acertada em espanhol, e por isso deve ser mais usada. É absurdo afirmar que o AMBIENTE está formado somente por componentes naturais, quando é a conjugação de elementos biológicos, químicos, físicos e sócio-culturais que interatuam sobre cada ser, definindo sua vida; portanto, e com base nesse conceito atualizado, AMBIENTE é um TODO global e integrado, cujos elementos se combinam inter-dependentemente, formando uma unidade indissolúvel.

"Meio ambiente" não existe, ainda quando as ações desenvolvimentistas tenham afetado quase a metade do planeta. Foi por isso que, desde a "Cúpula da Terra" (Rio 92) iniciamos esta campanha na Ibero-América, para não usar mais tal vocábulo.

Não é tarefa fácil e, portanto, devemos aprofundar ações contra correntes tradicionais, que afirmam que se trata de um assunto de SEMANTICA. Sim, mas mais ainda, é um problema de profundo CONTEUDO. Felizmente, já vários organismos revisaram sua denominação, outros atualizaram publicações e até se corrigiram leis. Aqueles que não aceitam este critério, e seguem avalizando tal vício gramatical, ajudam pouco a conseguir o Desenvolvimento Ambientalmente Sustentável: CONCEITO simples, preciso e de fácil assimilação que se explica por si só, porque é um verdadeiro modelo que parte de definições concretas para propiciar mudanças de atitude e alcançar o nível requerido de CULTURA, em função de aproveitar responsavelmente espaços e recursos naturais, com distribuição eqüitativa de seus benefícios e sem menosprezo à proteção do AMBIENTE, que é a única forma de não colocar em risco o futuro das novas gerações.

Favor retransmitir esta folha a escritórios, editoriais, jornalistas e tradutores. Tradução: Maria do Carmo Zinato - mariacz@ces.fau.edu @


(*) Prof. José Moya, Coordinador de Relaciones Institucionales de "FORJA" de Venezuela, Telefaxs: (58 212) 4314437 y 4317005. Director Temporal de la Red "ALADEAMÉRICA"





 

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